Eu
sei que com os vinte e poucos anos, temos a necessidade de tudo ser como um
clique da internet. Voraz, rápido, instantâneo. Sei também que os meus vinte e
poucos são assim mesmo. E espero de alguma forma que tudo aconteça no instante
de um momento.
Sei que assim como a tarefa dada na aula de quinta-feira, e
com as recentes dicas de Walter Galvani, poderia ir atrás do jornal da minha
cidade, o Diário de Santa Maria, e
com certeza encontrar muitos assuntos da atualidade que poderiam ser muito bem
comentados.
Como um que não está no jornal de hoje, mas se tornou
discussão virtual através do Facebook, entre jornalistas e quase jornalistas da
faculdade que estudo, o tema pelo que
entendi (não li a matéria completa pois estava em Porto Alegre) tratava de
mudanças que estão acontecendo no trânsito da cidade, e elogiava os políticos que estavam fazendo
isso aqui.
Gerou discussão, pois aquele que comentou a matéria criticou
o fato de estarem falando bem dos políticos, aquela coisa toda que todos nós
sabemos muito bem, que quando envolve política, pode acabar gerando.
Poderia também falar de mais uma chuva que acabou com casas
de pessoas aqui no RS, e deixou-os sem teto, pois essa é umas das matérias de
capa. Ou da feira do peixe vivo que terá aqui na minha cidade, para a semana
santa.
Mas tive a ousadia de ultrapassar todas essas atualidades, e
novidades de uma cidade de interior, e buscar no mais profundo do meu ser,
alguma temática que realmente me deixasse intrigada, e com a vontade de
preencher as primeiras linhas da primeira crônica, que vou ter a oportunidade
do meu professor e mestre Galvani ler.
Pensei então em impressionar, mas seria muita audácia minha
querer impressionar alguém como ele, eu uma mera estudante de jornalismo, quase
a me formar, comparada a alguém como ele com uma vasta experiência nessa área
de jornalismo e crônicas. Por isso, o fato de impressionar, desisti.
Mesmo assim resolvi escrever algumas meras e singelas
primeiras palavras no dia de hoje, que já estavam se formando dentro da minha
mente desde a quinta à noite quando fomos indicados a ter tema de casa.
Pensei e pensei, na noite de quinta, antes de dormir, sonhei
com as palavras certas (que por sinal isso sempre acontece quando tenho algo
importante a escrever), acordei pela manhã na casa de minha dinda, pois não
consegui ônibus para voltar para minha cidade na noite de quinta, acabei
ficando em Cachoerrinha. E claro ao tomar meu café da manhã, com café(preto
puro forte e pouco açúcar) e sanduíche, pensei mais uma vez.
Não me recordo qual o momento em que rabisquei alguns tópicos
e palavras a escrever, mas o que posso dizer é que minha primeira crônica, ou
pseudo crônica a ser lida por Galvani, vai tratar com pretensão da minha
pessoa.
E de todos aqueles que assim como eu, com meus vinte e poucos
anos, sofre com a vontade “louca” de rapidez em tudo. Falo por mim, e por todos
que assim como eu, sofrem com isso, e tentam desesperadamente, com que tudo que
gire em nossa volta seja feito rápido.
Queremos as informações mais rápidas, os assuntos mais
rápidos, os relacionamentos que aconteçam no momento em que queremos, nosso
futuro que aconteça na hora que queremos, nossos aprendizados que sejam feitos
no tempo rápido como nossas vidas.
E falo disso porque com a rapidez com que escrevo essas
linhas, assim pensei que poderia ser os ensinamentos de Galvani em minha vida,
mas aprendi, ou estou tentando aprender, a ser mais pacienciosa com essa “coisa
toda”. Posso parecer uma semi jornalista quase que sem informações para
escrever uma crônica informativa.
Mas o que sei, é que a vida é assim mesmo, quase sem
informação, quase sem jeito, quase rápida demais, o que sei, e o pouco que sei,
é que aprenderei muito mais do que escrever algumas linhas.
Nunca viajei sozinha, nunca me virei sozinha, nunca fiz nada
sozinha nem em minha cidade, e agora eu estou na capital me virando sozinha,
sei que por isso tudo serei, terei um
crescimento sem tamanho que nem eu sei explicar.
Comentários
Postar um comentário