Nosso
dicionário define a palavra “chama” das seguintes maneiras: parte luminosa e
ardente que soltam de si as matérias em combustão. Luz, brilho. Veemência,
entusiasmo, ardor (das paixões).
Não me sinto impressionada que essa tenha sido a
escolha dos gaúchos para representação da nossa tão conhecida “chama crioula”,
ou seja, é o nosso brilho e luz.
E como sabemos esses, com algumas raras exceções, tem
uma paixão sem fim por nossa cultura, pelo amargo doce chimarrão, churrasco, fandango,
mais uma vez podendo utilizar-se da definição de “chama”.
Sempre temos setembro, e com ele o
“nosso” 20, assim definido com o uso do pronome “nosso”, com um ar “gauchês” de
posse, pois dessa maneira parece que o resto das pessoas não poderia usá-lo e
muito menos vivê-lo.
Temos a posse e a paixão do gaúcho que aflora
a cada setembro que passamos dentro desse Estado, ou em alguns casos, fora dele.
Quem vive aqui ou viveu, ou ama, ou odeia toda essa cultura envolvente, mas, mesmo
aqueles que odeiam, de alguma maneira, respeitam.
Pra mim, essa é tão profundamente, linda!
Gosto da poesia do viver de cada música gaúcha, da garra e do respeito de cada
morador do Rio Grande do Sul. Como cada colorado ou gremista sabe cantar e
bater no peito o hino desse nosso Estado.
Acredito, portanto, tão fielmente que
somos com toda a certeza um “povo forte, aguerrido e bravo”. Que nossa terra “tem
um céu azul, e que somos nascidos entre a poesia e o arado”. Tanto é que uma
das minhas grandes paixões gaúchas é o nosso querido Mario Quintana, fruto de
nossa terra, vindo do mais profundo do Alegrete.
Somos vencedores em meio àqueles que
não têm orgulho do Estado em que nasceram, somos o vento minuano em dias frios,
o sol quente que bate no lombo. Lutadores, cada um do seu modo, com sua garra,
chimangos e maragatos, tão fortes e convictos de seus pensamentos que para
tanto lutaram.
A doçura de uma morena, a bombacha e a
espora, e o melhor amigo de quatro patas, naquele tamanho exuberante, e com
olhos tão doces, quanto os da morena. No
20 de setembro vou bater no peito e mais uma vez gritar para todo mundo ouvir
“eu sou gaúcho, e tenho orgulho de ter nascido aqui!”.
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