Para Luiz
Henrique
Quando te conheci nos teus profundos olhos negros pude
sentir uma energia incomum. Vives no meio do caos, onde qualquer outro ser
humano, talvez não sobrevivesse.
Vocês
tão pequenos, são frutos não sabemos bem do que, se de amor ou descuido. Fazem
parte da minha vida por ofício do destino. Dessa vida? Ou de outra vida? Uma
paixão que não precisa ser explicada, por essa gente pequena, que muito me
engrandece.
Tua
mente, por alguns, foi considerada de um louco, já eu desde a primeira troca de
olhares, te considerei um gênio. Com toda a nobreza que a existência de um tem.
Teus
desenhos, de alguma maneira, sempre manifestam alguém além dos gritos e brigas.
Mostraram-me como que a mente humana realmente é. Tuas gargalhadas incansáveis
demostram a profundidade do teu ser.
Mas
de todos os motivos, que fazem de mim uma admiradora convicta de tua pessoa, o
maior de todos, é a tua frase, já dita mais que uma vez: “tia, tu tem olhos
diferentes.”. Dessa forma entendo-te por inteiro.
A
imagem que hoje tomou conto da minha mente, e ali ficará: são teus pequenos
passos lentos, ao lado de tua mãe, e mais um bocado de gente que não sei quem
é, pois o único que me importava, era tu.
Teus
passos, em meio a toda a terra, e só terra...
E
saber como tu mesmo disseste: “Eu sou da cor chocolate.”, te perguntei então:
“E eu que cor sou? Posso ser chocolate também?”, “Pode, mas tu é chocolate
branco.”
Que assim sejamos doces como chocolates...
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