Tenho
um enorme respeito por todas as escolhas que as pessoas fazem na vida,
sejam elas religiosas, sexuais, profissionais, amorosas. Todas mesmo. Não tenho
nenhum tipo de preconceito, pois não desejo que as pessoas assim o tenham
quanto a minha pessoa, e minhas escolhas.
Estou em Torres aqui no RS, onde acredito
que praia, seja um local ainda mais que as pessoas tem total liberdade de fazem
o que desejam. Só que entrando especificamente sobre religiões –és aqui um
assunto polêmico, adoro- quando estive
ontem na parte da noite no centro da cidade, apenas para dar uma voltinha e
degustar um kreep, fui obrigada a ouvir batuque do pessoal da umbanda.
Ok, aprendi que cada um escolhe a religião
da qual quer participar e seguir, e respeito, tanto é que meu meio ‘preconceito’
– que não pode ser chamado assim, por conta que nunca deixei de conviver ou
tratar mal aqueles que a seguem- era o espiritismo. Após longas conversas
entendi do que se trata, e respeito e admiro profundamente. Tanto que voltei a
acreditar e agradecer a Deus, todos os dias, por conta de um conhecido que é espírita
e meu deu a ‘luz’, podendo chamar assim, para a vida religiosa novamente.
Não me considero de forma alguma de
religião nenhuma, eu acredito em Deus, e isso me basta, até porque eu e Ele
temos uma ligação verdadeira, de amor, e fé, que jamais saberei explicar, ou
deixar de acreditar. É profundo e especial tudo isso que sinto, e sei que sem o
Cara lá de Cima, não conseguiria viver.
Agora, ontem à noite, passou. Hoje de
tarde, não. Respeito vocês pessoal da umbanda, de coração. Então, por favor me
respeitem também. Se eu desejasse profundamente fazer parte da religião de vocês,
eu teria ido atrás, assim como eu acredito que qualquer pessoa que queira fazer
parte, vai ir. Vamos combinar assim, da próxima vez, sem ‘apresentações’ na
praça. E muito menos perto da praia, no fim da tarde, quando estou querendo
tomar minha cerveja admirando o barulho do mar, e o silêncio da minha mente.
Acredito que só quando cada um respeitar
o espaço do outro, e souber o limite das coisas, seremos de verdade uma
sociedade, com todas as letras.
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